Shrek Deitou e Rolou




Após pausa para o carnaval, o blog está de volta, e para falar de um jogaço que aconteceu agora há pouco pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa dos Campeões entre Milan e Manchester United, no San Siro.

Jogo que já começou eletrizante. Logo aos 2 minutos, Beckham cobra falta para dentro da área, Evra tenta o corte com uma bicicleta estranha e a bola sobra para Ronaldinho que bateu de primeira. A bola desviou em Carrick, enganando Van der Sar e morrendo no fundo das redes. Parecia que o jogo seria dele.

Mas se o jogo não foi, o primeiro tempo foi. O Milan marcava bem e saía rápido nos contra-ataques. Em um deles, Pato serviu Ronaldinho que encarou Ferdinand e por pouco não marcou.
Ele deu passes de calcanhar, bonitos dribles e passava com facilidades pelo novato Rafael. Em um lance, deixou dois para trás e chutou para boa defesa de Van der Sar.
O Manchester não criava e ainda vacilava na saída de bola. Numa delas, por pouco Huntelaar não ampliou. Antonini também esteve perto do gol, em jogada de Thiago Silva.

O time inglês só criou 2 chances na primeira etapa: Primeiro, o incansável e impossível de ser marcado Wayne Rooney chutou de fora da área criando perigo. Depois, na na boa subida de Fletcher pela direita, o cruzamento encontrou Scholes, que furou o chute de direita, mas a sorte estava ao seu lado. A bola bateu em sua canela e morreu no cantinho do gol de Dida, tudo empatado em Milão.

Na volta do intervalo, pouca coisa mudou. O Milan continuava melhor, mas apostava menos em Ronaldinho, que voltou sumido, e mais em Pato, pelo lado direito, que voltou melhor do que na primeira etapa. Foi aí que Sir Alex Ferguson mudou a partida, com a entrada de Valencia no lugar do apagado Nani.

Em sua primeira participação, bola cruzada na área e Rooney subiu mais que Bonera para cabecear no contrapé de Dida e virar o placar para os Diabos Vermelhos.
O gol desanimou o time do Milan, que passou a ser pressionado. Valencia e Rooney aterrorizavam a zaga adversária.
Em mais uma subida de Fletcher, dessa vez um passe preciso na cabeça do Shrek, como Rooney é conhecido, em falha grotesca dos zagueiros do Milan, 3x1 para os visitantes.

Dessa vez, o gol acendeu os italianos, que com a entrada de Seedorf e Ronaldinho voltando para o jogo, passaram a pressionar. Em bela jogada de Ronaldinho, o holandês recebeu e fez um golaço de letra, diminuindo o placar.



Logo em seguida, o camisa 80 deu um belo passe para Inzaghi bater de primeira e quase empatar a partida. Antes do fim, Ambrosini e Nesta ainda tiveram boas chances de empatar, mas não teve jeito.
O Milan perdeu em casa por 3x2 dentro de casa, e agora terá que vencer em Old Trafford por 2 gols de diferença. Improvável, talvez. Impossível, jamais.

E cada vez mais se comprova o super craque que sempre esteve lá em Old Trafford, mas que costumava ser ofuscado por Cristiano Ronaldo. Wayne Rooney chamou a responsabilidade, assumiu o papel de protagonista absoluto do time e hoje é um dos grandes craques do futebol mundial. Na fase atual, somente Messi se equivale.
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Gostem ou não, esse é o Brasil!


Na última terça-feira o técnico Dunga convocou a seleção brasileira para o amistoso contra a Irlanda, no próximo dia 02.
Por sinal, essa é a última convocação antes da Copa da África do Sul. Ou seja, inclua um goleiro e mude no máximo 2 ou 3 peças, e temos aí a lista da Copa.

No gol, sem novidades. Em fase espetacular, Júlio Cesar tem vaga garantida, e Doni, mesmo na reserva de Júlio Sérgio na Roma, conta com a confiança de Dunga, que parece pesar mais do que a qualidade técnica para o treinador.

Na lateral direita, o único problema é decidir quem escalar. Temos 2 dos melhores do mundo (se não forem os melhores) na posição. Ele pode jogar com ambos, com Maicon na lateral e Daniel Alves no meio, experiência que já foi feita pelo técnico, quase sempre com sucesso.

Os zagueiros de área são outro ponto forte do time. Os entrosados Lúcio e Juan são intocáveis, formando uma ótima dupla. Para a reserva, Luisão (1º reserva imediato) e Thiago Silva ficou com a quarta vaga, que vinha sendo de Miranda.

Agora começam os problemas. Na lateral esquerda, Gilberto e Michel Bastos. Ambos vem em ótima fase, jogando muito bem pelos seus clubes, porém há tempos nenhum deles joga de lateral. Gilberto é o armador do Cruzeiro, camisa 10, e Michel Bastos completa uma segunda linha de 4 do Lyon pelo lado esquerdo. As outras opções, André Santos está tendo problemas no clube e Marcelo quando foi não agradou. Eu gostaria de ver Fábio Aurélio ter mais chances, me parece o mais completo, dentre os disponíveis.

Os volantes da seleção também são fracos. Gilberto Silva, no fraco Panathinaikos e Felipe Melo, em desgraça na Juventus, provavelmente farão a dupla titular. O primeiro é incapaz de sair jogando e o segundo é irregular, além de descontrolado. Pro banco, Josué é fraco, mas está na lista de confiança de Dunga. E levar Kleberson tendo Hernanes à disposição aos meus olhos é totalmente absurdo.

Os meias, quer dizer, o meia é Kaká, craque indiscutível. Mas espera aí, só tem um?
Elano e Ramíres são volantes que chegam à frente pelo lado direito. O primeiro é útil em bolas paradas e o segundo em contra-ataques rápidos, provavelmente um dos 2 será titular.
E se perdermos Kaká, grande craque do Brasil, melhor do mundo em 2007, por um problema de contusão ou coisa parecida? Ah, tem o reserva dele, o grande (só no tamanho) Júlio Baptista.
Outro caso de confiança. Um jogador desse estar na seleção com a ausência de Ronaldinho Gaúcho, Diego, Alex "turco" e Alex "russo" é complicado de entender. Principalmente o camisa 80 do Milan.
Agora que voltou a brilhar, não como antigamente, mas tem decidido muitos jogos para o Milan (deu 3 assistências hoje contra a Udinese) e não cansa de declarar sua vontade de voltar à seleção, de fazer dessa Copa a sua Copa. Uma pena.





No ataque, Luís Fabiano é unanimidade hoje, não tem o brilho de Romário e Ronaldo, mas tem sido eficiente em momentos decisivos. Robinho voltou ao Brasil para brilhar e anular qualquer risco de ser preterido por Dunga. Nilmar tem feito gol em todas as partidas, deve ir à Copa, e Adriano, em grande fase no Flamengo, é presença quase certa.
Ainda ficarão de fora bons nomes como Fred, Pato, entre outros.

Um time muito mais fraco do que o de 2006, mas será mais eficiente no Mundial?
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And the Oscar for “Media Maker” goes to...



Kleber voltou ao Cruzeiro, após ir até Portugal e desistir da negociação com o Porto, segundo ele por “motivos contratuais”. Em sua entrevista coletiva, disse que não se sentiu interessado pela proposta do time Português, que pretendia cumprir seu contrato com o Cruzeiro, que quer ser ídolo e que sente um enorme carinho pelo time.

Ora essa, ele viaja pra Portugal, por algum motivo não fecha negócio, e na volta diz que adora o Cruzeiro? Então por que foi até Portugal? Será que os ares Lusitanos fizeram nascer um “amor” pelo Cruzeiro em Kleber?

Isso não é exclusividade do “Gladiador”, vamos ser sinceros, mas até parece que os torcedores do Cruzeiro já se esqueceram de todo o mico do ano passado? E sabe o que foi pior? A volta de Kleber, que foi “buscado” no aeroporto por alguns torcedores, e por membros da Organizada Máfia Azul. Kleber, como bom fazedor de média, vestiu o boné da organizada, fez o símbolo da mesma e com dificuldades saiu do aeroporto.


Vamos refrescar a memória de alguns: Ano passado, enquanto se recuperava de contusão, o atacante foi até a quadra de uma Organizada do Palmeiras, e chegou até a participar de uma peleja, por alguns minutos. O fato não agradou em nada a torcida e a direção Cruzeirense.

Coincidência ou não, o jogo seguinte do atacante pelo Cruzeiro, foi justamente contra o Palmeiras. Kleber teve um bom desempenho, mas o time perdeu, a torcida pegou no seu pé durante o jogo, e o técnico Adilson Batista o substituiu no segundo tempo, fato que provocou as vaias da torcida Cruzeirense, e os aplausos da torcida Palmeirense, que foram retribuídos pelo jogador.



Então vamos raciocinar: O cara visita organizada do ex-clube, bate palmas pra torcida, quase vai para Portugal, e volta jurando amores ao Cruzeiro?

Calma que ainda tem mais: Após esse episódio, o atacante declarou que caso continuasse a ser vaiado pela torcida Cruzeirense, ele não mais jogaria pelo time celeste. Chegou a contratar seguranças particulares, e disse ao presidente e a imprensa, que se sentia injustiçado.

Dentro de campo, Kleber sempre honrou a camisa do Cruzeiro, logo ele poderia mesmo afirmar que se sentia injustiçado, mas fora de campo... Bem, todo mundo já leu acima.

A lesão de Kleber voltou a incomodar, e o atacante ficou fora de quase toda a reta final, voltando justamente no ultimo jogo, garantindo a vaga do Cruzeiro na Libertadores da América, e eliminando sabe quem da competição? É o Palmeiras estava fora graças ao gol de Kleber.

Kleber logo em sua estréia na temporada, marcou 3 gols, contra o Uberlândia, mas sequer comemorou o primeiro gol. Nos dois últimos, um aceno para torcida, e uma homenagem a mulher grávida, mas esteve em campo dois dias depois da sua volta, contra o Real Potosí, e na goleada do Cruzeiro, Kleber marcou um gol e beijou a camisa do Cruzeiro.

Kleber recentemente renovou seu contrato, que venceria em 2014, para vencer em 2015, e em nova entrevista, tornou a dizer que pretende ser ídolo do Cruzeiro. Assim como disse que queria ser ídolo do Palmeiras...

Vamos esperar seu desempenho em campo, e o circo de Minas Gerais. O problema é descobrir quem é o palhaço...
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Quem sabe fazer não esquece.

O Fim de Peleja é um blog que trata de futebol e que, segundo seu “slogan”, falaria também sobre outros assuntos. Dissertarei sobre um evento que rolou no último fim de semana de janeiro em São Paulo. Eu sei, já faz tempo...é que eu tenho trabalhado bastante.

Bem, arrumei algo para escrever que está quase que totalmente desligado das quatro linhas..um show!Eu disse quase porque o palco foi o Morumbi. Sim, sim. Estamos falando da passagem do Metallica pela verdadeira capital deste país; a cidade que mais atrai música, cinemas, teatros, festivais, restaurantes, bordéis; a cidade que é o centro cultural tupiniquim. São Paulo é o verdadeiro pólo magnético desse país, sem referências a morte, e atraiu o melhor do metal mundial por dois dias ao receber a tour do disco Death Magnetic lançado pelo Metallica em 2008 depois dos fracos Load, Reload e St. Anger – um soco na cara e um chute nos testículos de quem dava a banda como morta. Foi puro magnetismo.

Como sou um membro do proletariado só pude ir à primeira noite de shows e isso bastou para me surpreender demais e para escrever esse texto, então não falarei nada sobre o show do dia 31/01. Não sou um fã fanático da banda, portanto não esperava que voltasse tão rouco, dolorido e admirado pela qualidade do show dos caras. E parece que o pessoal lá de cima estava ciente que não poderia estragar o show e a minha saúde tão debilitada naqueles dias. A tradicional chuva de fim de tarde de São Paulo não marcou presença no Cícero Pompeu de Toledo, nada de água para minha felicidade, exceto pelos copinhos vendidos a cinco reais! Um absurdo!

Cheguei ao Morumbi às 14h mais ou menos, entrei na fila da pista e consegui acompanhar o show inteiro do Sepultura no meio da confusão localizada a duas fileiras da grade que separa a pista normal da ridícula “pista VIP”, um setor criado apenas para que os organizadores ganhem mais dinheiro. Estava um verdadeiro inferno. Honestamente, eu praticamente não assisti ao show por causa do empurra-empurra, por isso não falarei muito..Destaco Refuse/Resist, Dead Embryonic Cells, Filthy Rot, Troops of Doom, Territory, Arise e Roots. A energia dos novos sons não me empolga tanto, mas apesar dos pesares, o Sepultura ainda sabe agitar o público e até mesmo o frontman do Metallica, James Hetfield. Ele curtia Refuse/Resist sentado na bateria de Lars Ulrich no backstage durante o show dos brasileiros.

Sobre o show do Metallica, o que dizer? Foi um show de dois grandes momentos! Tudo começou com a exibição de cenas do filme The Good , The Bad and the Ugly acompanhadas pela canção The Ecstasy of Gold. O Metallica não tem qualquer participação tanto na música quanto no filme, apenas a admiração. A tradicional música que abre os concertos da banda desde 1983 foi composta pelo grande compositor italiano Ennio Morricone e faz parte da trilha de The Good, The Bad and the Ugly (1966) dirigido pelo também italiano Sergio Leone, um clássico spaghetti western que forma a trilogia Dollars Trilogy, composta pelo título já mencionado e os antecessores A Fistiful of Dollars (1964) e For a Few Dollars More (1965).

O telão para de exibir as cenas e o quarteto entra no palco cercado pela energia e fanatismo do público que acompanhou em um coro uníssono toda a trilha instrumental da música com ansiedade e alegria. O show propriamente dito inicia-se com a empolgante Creeping Death logo de cara. A galera se esgoelou na pista. Todos cantavam o refrão e o tradicional “Die, Die” na sinestésica e tradicional linha de baixo executada com maestria por Rob Trujillo. Particularmente, essa foi a segunda melhor música da noite.

Assim como em Porto Alegre no dia 28/01/2010, a banda apostou em outro som do Ride the Lightning, a excelente For Whom The Bell Tol, que possui uma linda melodia, casamento perfeito entre os instrumentos. Em seguida acompanhamos a segunda faixa do primeiro trabalho dos caras intitulado Kill ‘Em All – The Four Horsemen agitou o público e foi executada com louvor pelo quarteto, mostrando que James e companhia ainda levam músicas de quase 30 anos de existência com vigor e energia.


Agora, me desculpem, mas chegamos à primeira catarse do espetáculo. Essa é uma opinião muito pessoal e ponto final. Muita gente ouve o ...And Justice For All e fala que a melhor música é a excelente One. É verdade que é um dos grandes clássicos da banda, é o primeiro som que virou videoclipe (fato que até rendeu uma cusparada na cara de James Hetfield, acusado por um fã de ter se vendido ao mainstream), é a primeira canção que alavancou o Metallica ao sucesso e ao dinheiro e blá, blá, blá. Honestamente, as pessoas que pensam isso deveriam ouvir o disco novamente e dar atenção a sexta faixa! Comprei meu ingresso e fui ao Morumbi com um “desejo de grávida” – “Quero ouvir Harvester of Sorrow!” – Parece que eles me ouviram. Quando ouvi a bateria de Lars e aquele riff inicial quase que senti um orgasmo e dos bons! Isso define o que significaram esses seis minutos naquela noite do Morumbi e não preciso dizer mais nada. Depois, a prestigiada e belíssima “balada” Fade to Black que não poderia ser deixada de lado depois de mais de dez anos de ausência da banda em terras brasileiras.

Até agora só falei de músicas de álbuns antigos, mas essa não era a Death Magnetic Tour? O Metallica justificou isso emendando três sons do bem conceituado álbum por público e mídia especializada: a sequencia foi composta pelas duas porradas que inauguram o disco, That Was Just Your Life e The End Of The Line, e o primeiro single The Day That Never Comes. Destaco a excelente The End of The Line que tem uma energia absurda ao vivo, embora a terceira citada foi uma das mais cantadas pelo público e mostrou que o Metallica continua vivo também com suas novas composições.A música subsequente foi dedicada ao Sepultura e agitou o Morumbi todo. Trata-se da clássica faixa Sad But True, a primeira do aclamado Black Album a ser executada na noite. Apesar de estar saturada para muitos fãs, a música faria falta ao set executado. Prova disso foi a empolgação do público que acompanhou a letra do início ao fim enquanto pulavam e agitavam. A quarta e última canção magnética foi a boa Broken, Beat and Scarred.

Após esta faixa o Metallica apostou na segunda catarse, essa de consenso geral, e me perdoem pela repetição do termo. Acho que não precisarei comentar muito para justificar tal afirmação: One e Master of Puppets, dois clássicos cantados com entusiasmo por mais de 60 mil fãs. One foi destacada pela pirotecnia e os tradicionais sons de metralhadoras e helicópteros simulando situações de guerra. Em Master, James tinha controle total de suas marionetes que berraram a plenos pulmões toda a letra, em especial o forte refrão. Depois da porrada e a calmaria, por mais antagônico que seja, de Master, o Metallica apostou em uma surpresa que agradou muitos fãs, principalmente o meu amigo Kenny Klynter que “quase” chorou! Foi iniciada Blackened, a primeira faixa do ...And Justice For All.

Eu e Kenny Klynter na pista - 30/01/2010

Após três pesos pesados do repertório da banda, por que não acalmar os ânimos e dar espaço para todos cantarem, digo todos, inclusive os “fãs Black Album”, e ascenderem seus isqueiros ou celulares? Pois é, Kirk dedilha a bonita Noting Else Matters seguida da supervalorizada Enter Sandman que fechou o trio de ferro do álbum negro e também os “90 minutos da partida" com o público no auge da empolgação.

Para os "acréscimos", ou melhor, o bis, a banda retornou com o mesmo esquema de toda a turnê pelo Brasil: Um cover, uma música do Kill ‘Em All e a clássica Seek and Destroy. No caso da primeira apresentação em Sampa, a banda mandou Stone Cold Crazy do Queen e a inesperada Motorbreath que agradou os fãs saudosistas das “trasheira oitentista” da banda. Seek And Destroy, tradicional última música dos sets, foi sensacional como sempre e encerrou uma noite memorável que todos os fãs se lembrarão para sempre, mesmo que tudo tenha acontecido no panetone que costuma estar cheio, ou não, de frutas cristalizadas durante os dias de futebol.

Crédito: Lucas Souza de Amorim

A vinda para o Brasil foi especial para o Metallica, pelo menos acredito que a banda sinta isso. Em primeiro lugar, obviamente, por ver milhares de fãs, de várias gerações, do moleque ainda sem pentelhos até os tiozões de quarenta/cinquenta anos, curtindo sua música e em segundo lugar pelo reconhecimento – a banda levou um disco de ouro pelas vendas acima de 45 mil cópias do CD Death Magnetic e um disco de platina pela vendagem superior a 60 mil cópias do DVD Orgulho, Paixão e Glória.


2010 parece ser um grande ano com vários shows para que curte música boa e/ou pesada...teremos Dream Theater, Guns N'Roses, Municipal Waste, Cannibal Corpse, Coldplay, Overkill, B.B. King, P.O.D, Suicide Silence, Lamb of God...haja dinheiro e ouvidos saudáveis. Vamos ver o que acontece.

PS: Ah sim! São Paulinos, estou de brinks, tá?Abrassaum procêis! =D

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Tô aqui, Dunga!

A torcida do Santos, tão carente de títulos nos últimos anos, pode ter uma esperança: Tem o time que joga o melhor Futebol do Brasil, tem as duas maiores promessas do Futebol Paulista e tem Robinho, jogador decisivo que provavelmente estará na próxima Copa do Mundo.


São Paulo e Santos se enfrentaram numa ensolarada Arena Barueri, já que o Morumbi ontem foi palco de um show musical, para um público de 14.519 pagantes.

O jogo começou equilibrado, com finalizações de fora da área dos dois times. Arouca tentou por duas vezes, mas não levou perigo algum em nenhuma, e Marcelinho Paraíba recuou duas bolas para o bom goleiro Felipe.

Do lado São-Paulino, o trio ofensivo formado por Washington, Dagoberto e Marcelinho Paraíba não funcionava, já que as jogadas do time se resumiam a chutes de longe e bolas paradas, que em nada assustavam o Santos.

O Santos contava com Neymar sumido, no inicio. Renato Silva o parava ou na bola, ou na perna, mas o fato é que o garoto não conseguia jogar, ao contrário de Ganso, que jogando por ele e por Marquinhos, fazia uma bela partida, dando bons passes e bons dribles, e ainda ajudava na defesa roubando algumas bolas, como fez em uma jogada de Jorge Wagner. Em um dos belos passes que Ganso deu, o fraco centroavante André perdeu um gol feito, chutando sem força alguma pela linha de fundo.



O volante Arouca, que em troca de Rodrigo Souto, foi parar no Santos, resolveu render justamente contra a ex equipe, e vinha sendo o melhor do setor defensivo Santista, e quando resolveu ir ao ataque, foi derrubado por Miranda, dentro da área. Um pênalti desnecessário, já que o zagueiro Xandão vinha na cobertura, e Arouca havia demonstrado toda sua categoria isolando duas bolas no comecinho do jogo.

Neymar não tinha nada a ver com aquilo e partiu pra bola. Com a paradinha, Rogério Ceni foi enganado e pulou. Neymar só faltou rir do arqueiro São Paulino, ao rolar a bola no canto oposto, abrindo o placar para o Peixe.

O jogo seguiu com domínio do Santos, que estava melhor em campo, e quase ampliou com o esforçado Wesley, que passou facilmente por Miranda e bateu, exigindo boa defesa de Rogério Ceni.

No Intervalo, Rogério Ceni reclamou da paradinha, dizendo que na Europa isso não seria permitido, mas o próprio Rogério Ceni já bateu pênaltis com paradinha. Vai entender, né?


O São Paulo voltou do intervalo um pouco melhor, tirando Jean da lateral e o colocando para atuar no meio de campo, com a idéia de marcar Paulo Henrique Ganso. A estratégia funcionava bem, tanto que Dorival resolveu sacar André, e em seu lugar veio Robinho. O camisa 7 estava fazendo sua reestréia pelo time da Vila.

O São Paulo respondeu com a entrada do meia Cleber Santana no lugar de Washington. O atacante que costuma marcar em clássicos, desta vez passou em branco. Logo em seguida, o time perdeu Dagoberto lesionado, que deu lugar ao atacante Roger, que parece estar com os dias contados no tricolor.

O São Paulo criou uma chance com Jean, mas quem empatou foi o criticado Roger. Após péssima cobrança de escanteio de Marcelinho Paraíba, a bola voltou para o próprio, que dessa vez fez um belo cruzamento, que foi direto na cabeça de Roger, que empatou o jogo.

Com isso, Dorival Junior tirou Marquinhos, para colocar em seu lugar Zé Eduardo. Robinho que estava sumido em campo, teve duas chances claras de marcar, após dois passes de Neymar, mas uma Rogério salvou, e a outra a bola passou a centímetros do gol.

O jogo seguia aberto, e os dois times tinham espaço para atacar, mas foi em um contra-ataque que saiu o gol da virada. Zé Eduardo e Wesley começaram a jogada, que resultou em um belo cruzamento do segundo, para Robinho, que bem posicionado, se antecipou a Rogério e tocou de letra para o gol. Um golaço de Robinho!



O São Paulo, sem forças para reagir, nada conseguiu criar, e ainda viu o Santos segurar a bola até o apito final do juiz. O melhor jogo do Paulistão 2010 foi decidido provavelmente pelo melhor jogador. Pelo menos enquanto uns e outros entram em forma...
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Adeus, Título!

O time do Arsenal visitou o Stanford Bridge hoje, na sua última chance de se dar bem contra um dos pretendentes ao título (havia perdido dois jogos pro Manchester e um pro próprio Chelsea).

Porém o técnico Arséne Wenger tem algumas teorias sobre como escalar o seu time que não ajudam muito.
Ele insiste em deixar Sagna na lateral direita, tendo o talentoso Eboué no baco. Eboué entrou faltando 15 minutos e produziu muito mais que Sagna.
Mesmo com toda a limitação técnica de Bendtner, o time não pode jogar sem centroavante, com Walcott, Arshavin e Nasri rodando na frente sem funções fixas. Bendtner entrou o fim e o futebol do Arsenal melhorou.
Difícil também entender como Rosicky, que o próprio Wenger julgou sua volta após longo período de inatividade como o principal reforço dos gunners na temporada, pode ficar no banco com Diaby, Walcott e Nasri em campo.

O Arsenal também luta contra um problema no mínimo misterioso: o excessivo número de lesões. Van Persie, que começou bem a temporada, se machucou novamente e pode até perder a Copa do Mundo. Fabregas, Bendtner, Almunia e tantos outros já desfalcaram o time nessa mesma temporada por contusões, problema que vem desde os últimos anos.

Mas o grande problema e que não pode se esconder é um só: O time é limitado.
Serve para vencer os menores da Premier League, mas é mais fraco do que Manchester e Chelsea.

Nesse domingo, como no passado, o Arsenal teve mais posse de bola, sem criar muita coisa, e o adversário definiu o jogo em contra-ataques. 2x0, gols de Drogba, que adora fazer gol no Arsenal.




E assim, em mais uma temporada, a briga do título ficará entre Manchester United e Chelsea, com o Arsenal se contentando com a vaga na Copa dos Campeões.
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E cai a invencibilidade...

Na estréia da nova camisa roxa, Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram ontem em Campinas para apenas 11 mil pessoas, por pedido do Ministério Público.

O Corinthians não perdia um jogo no Campeonato Paulista há 28 jogos, e estava em busca do record de 35, que pertence ao São Paulo.

Curiosamente, da ultima vez que o Corinthians perdeu, para o Noroeste em 2008, Leandrinho, atacante da Ponte, esteve em campo, assim como Edno e Finazzi, que entraram no segundo tempo.

E não é que acabou mesmo a invencibilidade? Finazzi e Edno trocaram de lado, mas o “tio” continua mostrando faro de gol, embora não domine uma bola.

O jogo começou corrido, brigado e com muitas faltas, mas futebol que é bom, quase nada. Por incrível que pareça, o juiz não deu um cartão amarelo o primeiro tempo inteiro.

A Ponte assustou em uma bola na trave, que quase resultou em gol contra do meia Danilo, e o Corinthians em outra bola na trave, em jogada de Escudero e Boquita. É amigos, a coisa estava feia...

O Corinthians não conseguia criar. Edu era o mais lúcido em campo, mas Danilo, Boquita, Dentinho e Iarley em nada ajudavam. Danilo ainda dava alguns bons passes, mas não tinha quem desse continuidade as jogadas.



Veio o segundo tempo, e com ele veio Edno no lugar de Iarley, que errou praticamente tudo que tentou enquanto esteve em campo.

A Ponte também não conseguia chegar com perigo. Abusando das jogadas pelas laterais, o time de Campinas não conseguia assustar, e contava com uma péssima atuação de Leandrinho, que conseguiu ficar impedido por pelo menos 4 vezes.

O Corinthians estava um pouco melhor no segundo tempo, e Jucilei, após bela jogada, arriscou de longe e contou com a falha do estabanado Eduardo Martini para abrir o placar para o Corinthians.

Aos 25, Finazzi dominou uma bola dentro da área e colocou na frente. A bola sairia para tiro de meta, mas o Argentino Escudero, demonstrando toda sua inteligência, derrubou o veterano atacante, tomou amarelo por reclamação, e ainda continuou discutindo após Fabiano Gadelha empatar a partida.

Após o gol de empate, a torcida da Ponte empurrou o time, e o Corinthians se destabilizou, e o castigo logo veio:
Lembram do começo do post? Pois é... Finazzi aproveitou cruzamento de Vicente, e aproveitando a falha do capitão Willian, bateu bem e venceu Felipe. Era a virada da Ponte, era a vingança de Finazzi.



O Corinthians tentou o empate, mas parou em Eduardo Martini, que defendeu chutes de Tcheco e Dentinho. Morais, que entrou no lugar do cansado Danilo, ainda conseguiu criar duas chances, mas os erros de passe do meia irritaram a torcida Corinthiana.

Por fim, o Corinthians perdeu o jogo, a invencibilidade, mas é bom para Mano Menezes ver quem tem e quem não tem condições de jogar nesse time, e quem sabe oficializar o fim do “rodízio” que tanto prejudica o entrosamento do time.

Rezem para o Roberto Carlos não ser punido pela expulsão no clássico.


São Paulo e São Caetano:

Será que agora vai?

O São Paulo enfrentou o São Caetano ontem a noite, na Arena Barueri, e teve sua melhor atuação no ano.

Jogando em uma espécie de 3-4-3, já que Marcelinho Paraíba chega bem ao ataque, o São Paulo começou indo pra cima da equipe do ABC. Em menos de 10 minutos, já havia criado três chances. Washington desperdiçou duas, após receber de Marcelinho Paraíba em ambas oportunidades, e Jean a outra, em uma boa bola de Hernanes.

O São Caetano assustou aos 7, mas Rogério Ceni fez a defesa com o peito, após chute do atacante Wanderley.

Contando com uma atuação inspirada de Marcelinho Paraíba, Dagoberto e Hernanes, a bola chegava bastante ao atacante Washington, que ano passado havia reclamado que a bola não chegava para ele.

A zaga tricolor teve alguns problemas de posicionamento, mas o fraco ataque do azulão não conseguia chegar com perigo. O ex jogador do Corinthians Everton Ribeiro chegou a aparecer livre, mas escolheu a jogada errada e a zaga afastou.

O jogo seguia equilibrado, até que Dagoberto fez bela jogada e tocou para Washington, que levou para o pé direito e encheu o pé. Um belo gol do São Paulo. Na terceira chance que teve no jogo, Washington guardou o seu.




O São Caetano saiu pro jogo, deixando o contra-ataque livre para a equipe de Ricardo Gomes, que voltou a marcar aos 36 minutos, dessa vez com Dagoberto. Dagoberto achou Washington pela direita, o centroavante esperou a movimentação do seu ex companheiro de Atlético Paranaense e tocou, deixando Dagoberto na cara de Luis para marcar o segundo.

Veio o segundo tempo e Ricardo Gomes resolveu fazer a primeira substituição, apesar da vitória parcial. Ele sacou o zagueiro Renato Silva, que deu lugar ao estreante Cleber Santana. Richarlyson foi deslocado para a zaga.

O segundo tempo corria chato. O São Paulo só tocava a bola, e o São Caetano não tinha força ofensiva. Marcelinho Paraíba foi sacado, e em seu lugar entrou Leo Lima.

As chances no segundo tempo também foram poucas, mas o São Caetano chegou a acertar a trave duas vezes, com Wanderley. Rogério Ceni falhou em um dos chutes, mas foi salvo pela trave.

No final do jogo, Hernanes arriscou de longe e acertou um belo chute, fazendo o terceiro do São Paulo, e liquidando o azulão.

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