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Nada como um dia após o outro.

Vivendo momentos opostos, Santos e Palmeiras jogaram na Vila Belmiro para 11.452 pagantes.

O Palmeiras começou nervoso, fazendo muitas faltas, algumas até desnecessárias, como a de Pierre em Marquinhos, após o meia Santista errar passe de dois metros. Em seguida, após bobeada do lateral Eduardo, o volante Edinho já levou o primeiro cartão do jogo, ao acertar Neymar perto da lateral.

O jogo seguia com o Santos mais com a bola no pé, mas sem chegar muito a frente. Diego Souza não começou bem o jogo, desperdiçando boa chance logo no inicio, ao ser fominha e chutar, sendo que tinha o estreante Ewerthon dentro da área pedindo em boas condições.

Na primeira chegada efetiva do Santos, o placar saiu do zero. Pierre deu um passe ridículo, a bola subiu e Danilo em vez de tirar pro lado, cabeceou nos pés de Robinho. O atacante da seleção achou Marquinhos, que esperou Robinho se movimentar e devolveu para ele. Robinho abriu na esquerda e achou o improvisado Pará livre dentro da área, que com calma, cortou o fraco Eduardo e por cobertura, venceu Marcos. O Santos fazia 1x0. E a comemoração foi com uma dancinha ridícula, diga-se de passagem.



O gol fez com que o Palmeiras ficasse nervoso em campo. Pará e Wesley foram alvos de broncas de Ewerthon e Armero, respectivamente. 5 minutos depois, o zagueiro Leom assim como Edinho, também levou cartão amarelo. O Palmeiras só chegava em bolas paradas, mas não chegava a levar perigo a meta Santista.

Já o Santos, continuava melhor em campo. Após belo passe de Paulo Henrique, Neymar bateu meio esquisito e marcou o segundo gol Santista. E haja dancinha ridícula na comemoração. A torcida Santista se mostrava bastante empolgada, usando a velha música: “O Santos vai golear” e realmente parecia que isso aconteceria.



Parecia... No finzinho do primeiro tempo, Diego Souza, até então apagado, sofreu falta duvidosa de Pará perto da ponta direita do ataque Palmeirense. Cleiton Xavier, sempre ele, cruzou bem e contou com a falha de Felipe para ver Robert diminuir o placar. Agora estava 2x1 para a equipe da Vila.



Um minuto depois, o Palmeiras chegou ao gol de empate. Diego Souza deu belo passe de calcanhar para Armero. O lateral Colombiano achou Robert, que se antecipou a Durval e bateu no contrapé de Felipe, deixando tudo igual na Vila. E para quem pensou que a dancinha havia acabado, ela voltou mais ridícula ainda, com Diego Souza e Armero causando vergonha alheia em quem assistia o jogo.




Veio o segundo tempo e com ele Marcio Araújo no lugar de Eduardo, que já tinha cartão amarelo.

Paulo Henrique deu belo chapéu em Pierre, mas não chegou a assustar o gol de Marcos. O Palmeiras respondeu com Ewerthon e Diego Souza, mas eles também não chegaram a assustar o goleiro Felipe. André também perdeu a sua, ao escorar para fora o escanteio cobrado por Marquinhos.

Aos 11 do segundo tempo veio o gol da virada verde. Diego Souza aproveitou a cobrança de falta de Cleiton Xavier, desviada por Leo e marcou após a bola ainda tocar na trave. Dessa vez não houve menos dancinha, para nossa sorte.

André ainda arriscou um chute pífio antes de ser substituído por Zé Eduardo, revelado nas categorias de base do Palmeiras. O ruivo entrou bem, procurou o jogo e correu bastante, embora tenha sido tão pouco efetivo quanto André. O Palmeiras também mexeu. Antonio Carlos sacou Ewerthon e promoveu a estréia de Lincoln. Pouco depois Maranhão veio para o lugar de Marquinhos, fazendo com que Wesley fosse jogar no meio de campo.

Aos 22, Robert poderia ter matado o jogo. A bola sobrou limpa em seus pés, dentro da área, mas o atacante demorou tanto a chutar, que o zagueiro Edu Dracena chegou a ponto de desviar a finalização, cedendo assim o escanteio para o time verde.

No minuto seguinte, Dorival Junior sacou Wesley e trouxe Madson a campo, deixando assim o time Santista ainda mais ofensivo, já que Arouca era o único jogador com características defensivas no meio campo do Santos.

Em 5 minutos, aconteceu de tudo. Robinho fez falta idiota no goleiro Marcos, levando assim o cartão amarelo. Zé Eduardo recebeu cruzamento e bateu, mas a bola desviou e foi pra fora. Robert quase fez seu terceiro gol no jogo, ao cabecear muito perto do gol de Felipe.

Falando em gol, ele saiu. Paulo Henrique deu outro belo passe, dessa vez para o baixinho Madson, que entrou pelas costas da defesa e chutou por baixo de Marcos, que não saiu bem do gol novamente. O Santos chegava ao empate. Madson na comemoração, imitou um porco. Os jogadores do Palmeiras antes tão nervosos, dessa vez não reagiram e somente se preocuparam em jogar.

Logo na saída de jogo, o Santos recuperou a bola, mas ao ser desarmado, Neymar perdeu a linha e deu entrada violenta no volante Palmeirense Pierre, sendo expulso direto, já que não tinha cartão amarelo. Cartão mais do que justo.

Com a expulsão, o técnico Antonio Carlos inteligentemente sacou Edinho e trouxe o meia Ivo para o campo, recuando um pouco Lincoln e assim lançando o time em busca da vitória, já que o empate ainda deixava o time longe do G4.

Aos 42, após cobrança de falta na defesa, Arouca foi girar e perdeu a bola para Lincoln, que adiantou muito e foi derrubado, mas o jogo seguiu e a bola sobrou para Robert, que de longe mesmo chutou, surpreendendo Felipe, que estava adiantado. O Palmeiras desempatava a partida e marcava o quarto gol. Que jogo!



Novamente na saída de jogo, mais uma expulsão. Robinho saiu driblando e achou Madson. O baixinho fintou Leo na entrada da área e foi derrubado pelo zagueiro, que já tinha cartão amarelo e foi expulso.

Na cobrança da falta, Madson bateu no canto do goleiro e Marcos fez a defesa. O Santos ainda pressionou, mas não conseguiu mais criar nada. Arouca teve a chance no final, mas a bola foi desviada no meio do caminho.

E assim acabou um dos melhores jogos do Campeonato. O Santos tem um belo time e sabe que não pode se abalar, já que está praticamente classificado. O Palmeiras ainda tem esperança de classificar.

Sobrou o mérito para Robert, tão criticado contra o Sertãozinho, sair como herói da partida. Como diz o titulo do post, nada como um dia após o outro...
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Mais do mesmo.



O atual momento do Palmeiras não pode ser definido em um só post (Lembrando que o Felipe escreveu recentemente a respeito da equipe verde), então vamos falar um pouco mais sobre isso:

Conversando com Marcel, Palmeirense e realista, ele me disse isso:

“O Palmeiras é uma bagunça administrativa, principalmente por causa da sua diretoria amadora e sem competência. Elegeu um presidente que comanda o clube mais com o coração do que com a razão, e que só entende de economia.

O time de 2010 está desgastado e desacreditado, além de faltar várias peças de reposição, elenco e time principal. A Traffic ajudou o Palmeiras até onde pode, mas ela mesmo já percebeu que não adianta investir no Palmeiras.

Infelizmente o clube vive a eterna dependência da Parmalat e não consegue se desvincular disso. A torcida se acomodou e acostumou a lutar por classificação na Libertadores. Investiu milhões em um título que não aconteceu e agora vai pagar caro por isso nos próximos anos.

É tão visível seu amadorismo que dentre os maiores clubes que foram para a Segundona e voltaram, é o único que não conquistou um grande título ou disputou uma grande final.”

Como diz o texto acima, o Palmeiras não conseguiu nenhum titulo importante desde a queda de divisão, mas vale lembrar que o time chegou a fazer uma boa campanha, em 2004, vindo a se classificar para a Libertadores do ano seguinte. Claro que a equipe se beneficiou da perda da vaga do São Caetano, que contava com o zagueiro Serginho, que morreu no mesmo ano e pela falta de cuidado do time do ABC, acabou se beneficiando dos pontos perdidos pelo Azulão.

Sobre a administração do Belluzzo, temos dois pontos:

O economista errou ao agir igual torcedor, dando declarações sem pensar, somente para ganhar moral com a torcida. Em uma festa de Torcida Organizada, ele dizia “Vamos matar os bambis” e em uma entrevista, disse que eliminaria o Corinthians da Libertadores do ano de 2010. Todos sabem que o Palmeiras perdeu a vaga para tal competição, mas disso falaremos em breve.



Acredito que ele tenha acertado ao comprar Pierre, Mauricio Ramos e Danilo. Os dois primeiros tinham a maior parte dos direitos presos a Traffic e o ultimo pertencia ao Atlético Paranaense. Por mais que os dois zagueiros não sejam dois excelentes jogadores, estavam bem em parte do ano passado e a idéia era manter a base, como foi feito. Muricy Ramalho e Vagner Love também vieram, mas pelo visto, como se diz na gíria do Futebol, o elenco “rachou”.

Seria injusto dizer que o único bom ano do Palmeiras foi 2004. Em 2008 ganharam o Paulistão e conseguiram a vaga para a Libertadores, com Luxemburgo. Em 2005 também conseguiram vaga na Competição Continental.

O problema é: Assim como o Marcel disse, o Palmeiras parece se acostumar a lutar por uma vaga, se esquecendo das origem vencedora que a equipe teve. É injusto falar que sempre dependeu da Parmalat, porque teve uma grande academia de futebol e conquistou muitos títulos, mas é impossível não dizer que os maiores foram conquistados com a parceria da empresa.

Então, de quem é a culpa? Antes de Belluzzo, o Palmeiras já sofria com a falta de títulos, mas de tanto bater na trave, a paciência da torcida parece não mais existir. Basta lembrar da reação da torcida ano passado, após o time liderar o Brasileirão a maior parte do campeonato, e no final não conseguir nem a vaga para a Libertadores.

Vagner Love abandonou o barco, junto com Mauricio e Obina. O setor que menos tem funcionado na equipe verde vinha sendo o ataque, mas com Antonio Carlos pelo menos isso melhorou, visto a vitória no Clássico contra o São Paulo, com dois gols do tão criticado atacante Robert, mas a defesa voltou a falhar ontem no Palestra Itália, contra o Santo André.

Nunes voltou a marcar em cima da equipe Palmeirense, podendo até receber o titulo de carrasco dos Palmeirenses. Para quem não se lembra, na final da Copa São-Paulo de 2004, Nunes ao marcar um gol pelo Santo André, comemorou imitando um porco, fato que causou até briga nas arquibancadas. Ano passado, ele voltou a marcar, na vitória de 2x0 do Santo André sobre o Palmeiras, em um jogo que mostrava que as coisas não andavam mesmo bem para o time verde.



Gilberto Cippulo, homem de confiança de Belluzzo, disse recentemente que o dinheiro acabou. A equipe verde de fato foi a que menos contratou, mas mesmo segurando os bons jogadores, o futebol vem sendo pior que o dos anos anteriores.

Muricy Ramalho saiu e veio Antonio Carlos, mas os mesmos problemas persistem. O time não consegue manter a calma e o craque do time é o jogador mais esquentado. Diego Souza foi expulso ontem e ao sair de campo, foi hostilizado pelos torcedores. Os mesmos que “vibraram” quando o mesmo Diego agrediu Domingos, na época Zagueiro do Santos, após o Palmeiras ser eliminado do Paulistão de 2009.



Parece até repetitivo, mas enquanto o Palmeiras estiver nessa situação, vamos ter que falar a respeito disso. Vejam o Santos, por exemplo: Por mais que tenha passado por um grande período sem ganhar nada, conseguiu montar bons times no século, enquanto que o Palmeiras não consegue se reerguer.

Qual seria a saída, então? Não há dinheiro, não há paciência e não há calma por parte dos jogadores. Marcos na saída para o intervalo, chegou até a anunciar sua aposentadoria, após espalmar bola nos pés do atacante Rodriguinho, do Santo André.

Se o problema não são os técnicos, já que tanto Luxemburgo, Muricy e Antonio Carlos tiveram problemas, de quem seria a culpa? Lembrando que antes de Belluzzo, o Palmeiras também passou por um período sem títulos.

Importante lembrar: Pelo menos a dependência do Palmeiras pela Traffic está diminuindo. Embora Diego Souza e Cleiton Xavier sejam jogadores da parceira, hoje já são poucos os atletas da mesma no Palmeiras. Em 2008 mais da metade do time pertencia a Traffic. No elenco atual, somente os dois citados acima e o atacante Marquinhos, que voltou a ter chances no time agora com Antonio Carlos.

O problema do Palmeiras parece ser bem mais profundo do que parece, mas como a maioria dos Palmeirenses que conheço, ainda vejo solução para a equipe dentro de campo. O time titular não é ruim, mas como todo mundo cansou de notar e dizer, o elenco é fraco. Vieram Lincoln, Ewerthon e Ivo para tentar melhorar a situação, mas ainda assim não vejo esse time brigando por títulos.

Resta a Antonio Carlos procurar conversar com a equipe, pois domingo dia 13 já tem clássico contra o Santos dentro da Vila Belmiro e se o Palmeiras não colocar a cabeça no lugar, é capaz de sair dessa partida já sem chances de classificação para as Semi-Finais do Paulistão.

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É só o começo...

Fim da rodada do meio de semana dos times Paulistas. As pelejas foram bem corridas, assim como a minha semana, mas farei um breve resumo de Corinthians e Palmeiras.

O baixinho rouba a cena [2]

Na estréia do time jogando no Pacaembu, contra o Bragantino, Jorge Henrique já havia roubado a cena para si, apesar do primeiro gol ter sido marcado por Elias, o principal personagem do jogo que falaremos a seguir, Jorge Henrique tirou o foco das "estrelas" do Corinthians aquele dia, marcando o gol da vitória.

Desta vez não foi diferente, mas foi a vez do eficiente Elias fazer isso. Falaremos sobre o camisa 7 daqui a pouco, porque quem começou assustando logo de cara, foram os Uruguaios.

Após cobrança de falta desviada, a bola sobrou para o atacante Cauteruccio na frente de Felipe, que nada pode fazer para evitar o gol do atacante.

Após o choque, o time Paulista ficou nervoso, abusando das jogadas pelo meio, mas parava na retranca Uruguaia na maioria das vezes. Foi quando o apagado Defederico tocou para Ronaldo, que achou Tcheco e passou a bola para o meia. O tão criticado no inicio, dessa vez foi genial, dando passe de letra para Elias, que cara a cara com o goleiro, só teve o trabalho de bater no canto. Era o primeiro gol do Corinthians na Libertadores, e foi um belo gol.



Para quem pensava que viria goleada, o iniciante time do Racing segurou bem o jogo, abusando da catimba e das faltas, mas foi o suficiente para diminuir o ritmo do time Corinthiano, que viu Ronaldo sair da área a maior parte do tempo, já que a bola não chegava até ele.

O Corinthians só foi assustar no final do primeiro tempo, em chute de Ronaldo. O Corinthians pressionou a saida de bola do Racing, fazendo os Uruguaios se atrapalharem, mas Ronaldo viu o bom goleiro Contreras pegar seu chute no cantinho.

No segundo tempo, Mano sacou Defederico, trazendo Souza para o jogo. O camisa 19 foi bem, ficando na área, já que Ronaldo era praticamente um segundo atacante, mas também abrindo pela direita. Foi assim que ele deu passe para Alessandro chutar pra fora, logo no inicio do segundo tempo.

Elias também teve boa chance, após cortar o zagueiro e levar para a direita, mas o arqueiro do time verde defendeu, sem dar rebote para Souza, que vinha livre de frente para o gol.

Aos 12, Flores foi expulso por falta em Elias. Ai a Fiel pode ficar mais tranquila, pois o time que já dominava o jogo quando estavam em igualdade, agora teria mais espaço para jogar.

O Corinthians insistia nas jogadas pelo meio da defesa, mas de tanto insistir, foi novamente por ali que saiu o gol. Após belo passe de Souza, novamente Elias saiu na cara do goleiro, tocando de perna esquerda para o fundo do gol.

Alivio para a Fiel, alivio para o time. Após o segundo gol, o time demonstrou toda a calma que não teve o jogo inteiro. Ronaldo demonstrou toda sua habilidade em dois lances. Em ambos os lances, passou por três jogadores. A primeira no meio campo, sendo parado somente com falta e a segunda já próximo a área, mas o goleiro Contreras salvou o Racing.



No fim, foi só segurar o jogo e comemorar os 3 pontos. O futebol do time não foi o melhor, mas a Fiel espera que seja por conta da estréia, embora o time não seja inexperiente...



Palmeiras goleia e deixa 6.850 corajosos torcedores felizes.


O Palmeiras recebeu o Flamengo do Piaui no Palestra Itália, pela primeira fase da Copa do Brasil. Como não conseguiu eliminar a partida de volta, já que venceu somente por 1x0, gol de Diego Souza, o time de Antonio Carlos veio disposto a golear, partindo pra cima desde o início. Nem parecia o time que há uma semana atrás, levou 4 do São Caetano.

Logo no primeiro minuto, o zagueiro Serginho demonstrou toda sua qualidade e inteligência, derrubando Deyvid Saconni na área. Penalti bem marcado, embora o estabanado zagueiro tenha pego na bola antes, mas mereceu a punição pela imprudência. Na cobrança, Robert marcou o primeiro do jogo.

O Palmeiras continuou mandando no jogo. Após belo passe do ex renegado Marquinhos, Saconni com muito espaço, resolveu arriscar, e mandou a bola nas piscinas do clube. Um fato curioso do jogo, foi o narrador do Sporv Milton Leite confundir Deyvid Saconni o tempo todo com Lenny, que nem do jogo participou.

O Palmeiras seguiu melhor e logo ampliou, após cobrança de escanteio de Marquinhos, a bola foi no segundo pau para Danilo cabecear na trave, mas o goleiro Herivelton fez lambança, e a bola sobrou limpa para Leo Marcar. O zagueiro Palmeirense em poucos jogos, já fez mais gol que muito atacante por ai.



O time visitante não conseguia criar nada, e só assistia ao Palmeiras dominar a partida. As vezes que conseguia chegar, era em escanteios, que em nada assustaram o Palmeiras, que por sua vez, continuava com o controle do jogo.

Aos 32, Diego Souza achou o inspirado Deyvid Saconni na área. O meia deu um passe de lado para Robert, que havia perdido chance clara pouco antes. Dessa vez o atacante não desperdiçou, e marcou seu quarto gol em dois jogos. 3x0 para o Palmeiras.



Veio o segundo tempo, e com isso o Palmeiras tratou de administrar o resultado, e o técnico Antonio Carlos pode promover a estréia do meia atacante Ivo, além de colocar em campo o meia Willian, que não agradou ao chefe anterior, Muricy Ramalho.

O Flamengo conseguiu chegar por duas vezes, no segundo tempo. A primeira em cobrança de falta de Alessandro, que passou sem assustar o goleiro Marcos, e a segunda com Leandro Porto, já no fim do jogo, mas Marcos segurou bem, garantindo o 0 no placar.

O estreante Ivo, que substituiu Diego Souza, fez bela jogada pela esquerda e cruzou na outra ponta, para Edinho. O volante meio desajeitado, acertou um belo chute,garantindo assim a goleada Palmeirense.

O Palmeiras garantiu a segunda vitória com Antonio Carlos no comando, e agora enfrenta o Paysandu, pela Copa do Brasil.

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Piratas da Antártica: Um porco ao mar

Texto: Felipe Pahor
Fotos e alterações: Paulo Cesar

Todos sabem que o futebol não é fácil. Nessas águas, por mais que você siga a bússola, encontrará desafios duros e difíceis de serem superados: são tempestades, correntes marítimas, animais selvagens, etc . É necessário ter um capitão de respeito e inteligência, se possível sem papagaios para opinar, e homens fortes e guerreiros que estejam dispostos a correr riscos para buscar seus tesouros. Analisando o atual navio alviverde, as perspectivas de seu povo são pouco otimistas.

Os nostálgicos anciãos do vilarejo devem se lembrar de épocas mais fáceis da academia de Ademir da Guia dos anos 60/70, única equipe paulista que realmente fazia frente ao Santos de Pelé e os mais jovens, como os da minha idade, lembram-se do navio da Parmalat na década de 90.

A academia foi campeã do Rio-São Paulo de 65, da Taça do Brasil, bicampeã do Robertão (na época o Brasileirão do país), três vezes campeã paulista (sendo uma invicta), bicampeã brasileira, três vezes campeã do tradicional Trófeu Ramón de Carranza. A equipe chegou a representar a seleção brasileira e jogou o fino da bola como se costuma dizer.



Já o time da Parmalat que contava com jogadores como Rivaldo, Roberto Carlos, Evair, Edmundo e vários outros craques assegurou para a vasta sala de troféus do clube o bicampeonato brasileiro, o tricampeonato paulista, uma copa do Brasil, um Rio-São Paulo, uma Libertadores, Mercosul, entre outros títulos. O Palmeiras chegou a ser proclamado o grande campeão do século XX do futebol brasileiro pela Federação Paulista e importantes veículos de comunicação.

O campeão do século XX, numa espécie de maldição dos antigos deuses e demônios dos mares, somou no século XXI uma queda para série B, retornando logo em seguida com o título da divisão inferior nacional, um campeonato paulista em 2008 e mais nada. Certamente ocupa o posto de quarta força paulista desde a virada do século e a busca pelo tesouro perdido mostra-se a léguas de distância.



A preocupação da torcida palestrina aumentou, e muito, após a última quarta-feira quando o time recebeu o São Caetano, que já não é grande coisa há uns cinco anos pelo menos, e tomou um sonoro 4-1. É óbvio que o resultado não foi o único causador de tanta discórdia no Palestra, porém foi a última gota de um copo que já estava transbordando. Para variar um pouco, o dia seguinte foi muito especulado por toda a imprensa e a torcida, inclusive as rivais, e foi decidida a saída de Muricy Ramalho do comando técnico e de Toninho Cecílio da gerência de futebol do clube.



A decisão tomada nos permite duas perspectivas de análise. A primeira consiste na manutenção da cultura do futebol nacional de que quando as coisas não estão bem, o técnico cai, talvez apenas para mostrar serviço e uma atitude de pulso por parte da diretoria. A segunda de que as decisões foram tomadas considerando uma análise estatística do trabalho dos dois profissionais que, mesmo com todas as limitações, foi fraco para o tamanho do Palmeiras.

Honestamente, dando uma de comentarista, prefiro seguir a primeira linha de raciocínio. A diretoria do Palmeiras trouxe ainda no primeiro turno do Brasileirão de 2009 o professor Muricy e o avante Wagner Love, duas apostas ousadas e que muitos acreditavam que seriam suficientes para confirmar o título nacional do líder da competição naquele momento. Entretanto, a navegação passou por grandes tormentas pelos oceanos do futebol e sofreu com marujos impossibilitados de garantir os rumos do navio. O time ficou sem o título e até sem a participação na Libertadores, provocando a revolta de seu povoado que criou um clima chato com os marujos, especialmente o amoroso Wagner que logo juntou seus trapos e partiu para praias mais agradáveis no Rio de Janeiro. Atitude estúpida e irracional da torcida.

Vale lembrar, que dentre os últimos técnicos que passaram pelo time do Parque Antártica, Muricy Ramalho é o que tem o pior aproveitamento deles, com 49,1% de aproveitamento dos pontos disputados.



Segundo o diretor Gilberto Cipullo, o clube está sem dinheiro para investimentos e não pôde se reforçar como deveria, partindo na contramão de seus rivais que trouxeram jogadores de renome para a disputa da atual temporada. O time do Palmeiras chega a ser uma boa equipe, com dois ou três nomes acima da média, entretanto o elenco é fraco,fraco. O professor Muricy, por mais que tenha errado no comando técnico do Palmeiras muitas vezes limitando o time a jogadas áreas e muitos jogadores medianos como titulares, poucas opções tinha para enfrentar uma nova navegação segura e serena.

Com a demissão do antigo treinador, o clube busca no ex-marujo Antonio Carlos Zago, algoz do clube na quarta-feira, uma solução e bons rumos ao navio alviverde. O Palmeiras reinicia todo o processo de construção, porém no meio da temporada e insistindo no mesmo erro. Sem marujos, nenhum capitão faz milagre. A diretoria do clube parece estar conformada com a situação e não busca reforços, única saída para solucionar os problemas do time. O que muitos palmeirenses do vilarejo devem se perguntar é onde está a Traffic, que a cada ano diminui os investimentos do clube e por mais que seja parceira, parece estar cada vez mais distante e descompromissada com o time.

Talvez as intrigas políticas entre Belluzo e a alta cúpula do clube estejam atrapalhando e muito os rumos do Palmeiras dentro e fora de campo. O que mais se escuta na imprensa é um blá, blá, blá sobre conselheiros pedindo a cabeça do diretor de futebol, do técnico; oposição e situação que parecem se preocupar mais com a situação política de cada um do que com os resultados e a situação do clube.

O navio ainda não virou, mas parece que nem Zago, nem Jack Sparrow terão força suficiente para evitar novos micos e papagaiadas. Haja gim para entorpecer os palmeirenses que não terão muitos motivos para sorrir conforme o rumo de sua tripulação.

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UFA!

Finalmente acabou!
Depois de 3 anos e 3 meses sem vencer o mais importante clássico
paulista, com 7 jogos no período, o Corinthians venceu o Palmeiras no
Pacaembu e assumiu a liderança isolada do campeonato paulista.

Cada time estava sem seu principal jogador. Enquanto o time do Parque
São Jorge não contava com seu artilheiro e referência na área,
Ronaldo, os palestrinos sentiam a ausência de Diego Souza, principal
articulador e também artilheiro do time em 2010.
A diferença foi o banco de reservas. O Corinthians usou Iarley e o
Palmeiras teve que usar Joãozinho, Daniel Lovinho e William, pois
também não contava com Deivid Sacconi.

O Corinthians começou melhor. Logo aos 6, falta cobrada da direita por
Tcheco, Jorge Henrique contou com as falhas de Edinho e Marcos para
cabecear sozinho para o gol e abrir o placar.




Porém, antes que se pudesse comemorar, o rígido juíz Wilson Seneme expulsou Roberto Carlos
por carrinho em Joãozinho, 2 minutos após o gol.

O que se viu depois daí foi o Palmeiras com domínio total da posse de bola, mas com pouca criatividade. Muricy Ramalho olhava para o banco de reservas e não via esperança.
Cleiton Xavier não foi capaz de, sozinho, criar as jogadas do time
alviverde. O Corinthians se defendia bem, com Danilo e Jorge Henrique
improvisados e Iarley isolado no ataque, porém o contra-ataque foi
nulo, criando uma única chance depois dos 40 do segundo tempo, com
Dentinho.

O Palmeiras criou pouco. No primeiro tempo, na única chance real,
Robert, sem goleiro, perdeu o gol. A bola sobrou para Daniel Lovinho
marcar, mas o gol foi bem anulado por impedimento.
No segundo, em 4 oportunidades, com Cleiton Xavier, Danilo, Robert, e
Pierre, os visitantes pararam nas mãos de Felipe, o melhor em campo.
Ralf ainda salvou um chute de William em cima da linha.

No final, Cleiton Xavier foi expulso. O Palmeiras ainda tentou, mas na
base do desespero e da bola pra área, e só levou perigo no último
lance da partida quando Danilo subiu sozinho mas cabeceou fraco para
tranquila defesa de Felipe.

Final de jogo, e foi quebrado um tabu que tanto incomodava os corinthianos. Bom sinal para o início do centenário.



Empate suado!
Em Ribeirão Preto, o time do São Paulo, totalmente desfigurado e desentrosado, acabou tendo motivos para comemorar um empate com o fraco time do Sertãozinho.

No retorno ao esquema 3-5-2, Ricardo Gomes viu uma defesa tricolor muito confusa, dando sustos em sua torcida.
O centroavante Roger, cada vez que entra em campo, comprova que a diretoria precisa contratar um substituto para Washington. Ontem não foi diferente. As poucas bolas que chegavam aos seus pés não levavam perigo para o goleiro adversário.

Emoção só no segundo tempo. Após bola roubada no meio, cruzamento da direita para Thiago Silvy abrir o placar. O atacante, por sinal, deu trabalho para a defesa do time da capital.
Aos 11, o empate do São Paulo. Bola cruzada pelo lateral Adrian Gonzales foi mal cortada pelo goleiro Luis Henrique e sobrou nos pés de Léo Lima para fazer bonito gol.



A zaga do São Paulo (que nunca havia jogado junto) falhou e Mendes fez o segundo do Sertãozinho. Sem criatividade, o tricolor pouco criava, e só foi achar o empate aos 49 minutos, na sua principal jogada, a bola parada. Após cruzamento de Jorge Wagner, Marcus Vinicius (que nome) tentou cortar e jogou contra seu próprio gol. O juíz deu gol para Jorge Wagner.
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